Cuidados de enfermagem aos idosos: Diabetes e suas dificuldades.
DOI:
https://doi.org/10.61812/dxyt9y85Palavras-chave:
Idosos, Medicamentos, EnfermagemResumo
O envelhecimento populacional é uma tendência global que também se reflete no Brasil, onde esse fenômeno tem avançado rapidamente nas últimas décadas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população idosa brasileira, composta por indivíduos com 60 anos ou mais, tem aumentado de forma significativa, o que impõe desafios ao sistema de saúde para atender às necessidades desse grupo. Com o aumento da expectativa de vida, surgem novos desafios de saúde pública, como o gerenciamento de doenças crônicas, a promoção da autonomia e a garantia de um envelhecimento saudável. Um dos problemas enfrentados por essa população é a baixa adesão ao tratamento medicamentoso, que pode ocorrer devido a fatores como a polifarmácia, ou seja, o uso de múltiplos medicamentos, o que muitas vezes leva à confusão quanto aos horários e dosagens corretas. Adicionalmente, problemas como a perda de memória, a falta de compreensão sobre a importância do tratamento e as dificuldades no acesso aos medicamentos contribuem para a adesão inadequada ao tratamento. Nesse cenário, os postos de saúde são fundamentais no acompanhamento da saúde dos idosos, oferecendo fácil acesso e atendimento comunitário. No entanto, essa população ainda enfrenta barreiras significativas, como a escassez de recursos e a falta de treinamento especializado dos profissionais, o que pode limitar os esforços para promover um envelhecimento saudável. Portanto, é essencial que o sistema de saúde desenvolva estratégias para lidar com essas dificuldades, visando garantir que os idosos recebam o suporte necessário para gerenciar suas condições de saúde de forma eficaz. O objetivo geral desse estudo busca identificar as razões que levam os idosos a não tomarem seus medicamentos corretamente, além de avaliar o impacto dessa prática em sua saúde e qualidade de vida. Os objetivos específicos são: Identificar os impactos da polifarmácia na saúde do idoso e na adesão ao tratamento, avaliar o papel da educação em saúde na promoção da adesão ao tratamento entre os idosos e propor estratégias que possam melhorar a adesão ao tratamento medicamentoso e promover um envelhecimento mais saudável e ativo. Este estudo apresenta uma metodologia qualitativa e quantitativa, desenvolvido a partir de uma pesquisa de campo em uma lar geriátrico no município de Olinda, o público-alvo são 34 idosos que residem nesse local (31 mulheres e 03 homens). Na instituição trabalham cuidadores de idosos e 01 uma enfermeira que faz a supervisão do local. É uma empresa particular e sem fins lucrativos. Existem 15 idosos diabéticos fazendo uso de medicamento Metformina 500gm e 1 que faz esquema de insulinoterapia com relato de diabetes descompensada, sendo necessário vigilância rigorosa e outras medicações regulares. O exame de aferição de glicose é realizado 3 vezes ao dia e corrigido conforme alteração. Foi observado que os idosos não tem visita regular de um médico e foi informado que existe um médico voluntário que faz uma visita uma vez no mês para ajustes de prescrições e condutas. O lar geriátrico não tem um suporte da prefeitura ou da secretaria de saúde do estado de Pernambuco. Em síntese, o cuidado com o público idoso demanda tempo e investimento financeiro, a qualidade de vida está atrelada a uma boa alimentação, exercícios fisioterápicos, acompanhamento regular com médico especialista, entre outros. Pode-se afirmar que se esse local tivesse uma infraestrutura adequada isso iria repercutir positivamente na vida desses idosos.